A Organização Mundial de saúde tem recomendações muito claras sobre amamentação: aleitamento materno exclusivo até os seis meses e complementado por outros alimentos até os dois anos. É claro que a realidade da mãe moderna muitas vezes nem sempre permite que esta recomendação seja seguida.
Mesmo nestes casos, os alimentos mais sólidos não devem ser introduzidos precocemente devido à incapacidade do bebê muito novo de mastigar e deglutir corretamente. “Antes dos seis meses, os alimentos devem ser oferecidos de forma líquida ou pastosa, depois disso o aumento da consistência deve respeitar o desenvolvimento da criança”, indica a pediatra e nutróloga Denise Lellis, coordenadora do Ambulatório de Obesidade Infantil do Hospital Universitário da USP.
A especialista explica que, a princípio, os liquidificadores devem ser evitados para não deixar as papas com consistência muito próxima da líquida. “A intenção é desde o início apresentar à criança uma consistência diferente e que exija dela movimentos musculares diferentes dos que a sucção exigia”, diz Denise. Assim, peneira, garfo e espremedor de batatas são mais recomendados e, depois, alimentos macios cortados apenas com a faca.
Hora da papinha com pedaço
Ao contrário do que se pensa, não é preciso esperar os primeiros dentes nascerem para introduzir papinha com pedaços. Isso porque os alimentos massageiam a gengiva e podem ser partidos por ela. “Claro que nestes casos é preciso evitar alimentos duros que machuquem a as gengivas”, afirma Denise.
Ao contrário do que se pensa, não é preciso esperar os primeiros dentes nascerem para introduzir papinha com pedaços. Isso porque os alimentos massageiam a gengiva e podem ser partidos por ela. “Claro que nestes casos é preciso evitar alimentos duros que machuquem a as gengivas”, afirma Denise.
Em geral, por volta de um ano de idade, a maioria das crianças consegue comer com uma consistência parecida com os alimentos da família. Mas é preciso evitar a pressa, já que é normal algumas demorarem mais para conseguir deixar a papinha. “O ideal é que, aos 12 meses, a criança já se alimente como os familiares da casa, pedaços e alimentos separados no pratinho, sem misturar tudo”, afirma Mariana
Desenvolvimento
É muito importante a criança começar a comer alimentos de consistências mais duras no momento certo. Além das questões nutricionais, alimentos mais duros propiciam melhor desenvolvimento da musculatura orofacial e da arcada dentária. “No futuro, esse desenvolvimento interfere diretamente no desenvolvimento da fala, mastigação e deglutição”, afirma Denise.
É muito importante a criança começar a comer alimentos de consistências mais duras no momento certo. Além das questões nutricionais, alimentos mais duros propiciam melhor desenvolvimento da musculatura orofacial e da arcada dentária. “No futuro, esse desenvolvimento interfere diretamente no desenvolvimento da fala, mastigação e deglutição”, afirma Denise.
Uma dica é deixar a criança pegar o alimento com a mão para ajudar na coordenação motora. Mas a especialista alerta que isso não deve ser feito com alimentos que possam soltar pedaços grandes e obstruir as vias aéreas da criança. “O ideal é oferecer biscoitos que dissolvem na boca ou pedaços pequenos de frutas moles”, recomenda Denise.
“É muito importante a criança ter contato com a comida, pegar, amassar, olhar, sentir, mesmo que faça sujeira, isso faz parte do desenvolvimento”, diz Mariana.
Engasgos
Quando a criança estiver manipulando bem alimentos com pedaços na boca e deglutindo sem engasgar, o cuidador pode tentar introduzir pedaços pequenos e sentir como a criança lida com eles. “Se a criança engasgar muito os pedaços devem ser evitados até que a causa dos engasgos seja esclarecida”, afirma a pediatra.
Quando a criança estiver manipulando bem alimentos com pedaços na boca e deglutindo sem engasgar, o cuidador pode tentar introduzir pedaços pequenos e sentir como a criança lida com eles. “Se a criança engasgar muito os pedaços devem ser evitados até que a causa dos engasgos seja esclarecida”, afirma a pediatra.
É comum a criança engasgar principalmente nos primeiros dias. Muitas vezes, podem se assustar com o engasgo e dar trabalho para comer depois. Por isso, é preciso que a introdução de novos alimentos seja feita de forma calma e cuidadosa. “Para introduzir a papinha com pedaços, a cervical da criança deve estar com ótimo tônus e, caso o engasgo seja frequente, deve-se procurar auxílio médico”, diz a médica nutróloga, Elza Mello, da Associação Brasileira de Nutrologia.
Rejeição
Muitas crianças fazem movimentos com a língua como se não gostassem do alimento, mas na verdade elas só não estão acostumadas com o sabor e com a presença da colher na boquinha. O cuidador deve insistir nos dias seguintes para que a criança possa "treinar" e assim conseguir desenvolver essa capacidade. “Existem estudos que sugerem que uma criança pode levar até 20 tentativas para aceitar determinado alimento”, diz Denise.
Muitas crianças fazem movimentos com a língua como se não gostassem do alimento, mas na verdade elas só não estão acostumadas com o sabor e com a presença da colher na boquinha. O cuidador deve insistir nos dias seguintes para que a criança possa "treinar" e assim conseguir desenvolver essa capacidade. “Existem estudos que sugerem que uma criança pode levar até 20 tentativas para aceitar determinado alimento”, diz Denise.
Elza dá a dica de que, ao redor dos nove meses de vida, a criança deve ser estimulada a se alimentar sozinha. “Ela fica com uma colher, ou pegando pedacinhos com a mão do prato, e o cuidador a alimenta com outra colher”, afirma.
Também vale prestar atenção nas cores dos pratos dos bebês. Quanto mais cores, maior a variedade de nutrientes. “Mesmo quando o bebê ainda está com alimentação predominantemente na forma de papinha essa variedade deve ser respeitada para garantir o valor nutricional e não causar monotonia alimentar”.
Saúde bucal
A cirurgiã-dentista, Márcia Vasconcelos, consultora científica da Associação Brasileira de Odontologia (ABO), explica que os alimentos duros só serão mastigados e triturados com a presença dos dentes, que iniciam a erupção entre os seis e oito meses. “Os molares só terminam a erupção próximos aos dois anos de idade”, diz. Segundo a especialista, uma alimentação balanceada, rica em fibras, promove nutrição e mastigação ideal para o desenvolvimento de uma boa saúde bucal.
A cirurgiã-dentista, Márcia Vasconcelos, consultora científica da Associação Brasileira de Odontologia (ABO), explica que os alimentos duros só serão mastigados e triturados com a presença dos dentes, que iniciam a erupção entre os seis e oito meses. “Os molares só terminam a erupção próximos aos dois anos de idade”, diz. Segundo a especialista, uma alimentação balanceada, rica em fibras, promove nutrição e mastigação ideal para o desenvolvimento de uma boa saúde bucal.
Fonte:http://saude.terra.com.br/saude-bucal Fotos:Shutterstock