quarta-feira, 2 de março de 2011

Eu sou diferente de você






Nós somos bem diferentes. Nossas características físicas, nossas escolhas. Optamos por cores, gostos e sons. Algumas pessoas são introvertidas, outras não. E é nesta diferença que mora a graça de viver. É o que faz a identidade de cada pessoa. Todos nós somos, de alguma forma, imperfeitos, deficientes e especiais.

Alguns escutam menos. Outros enxergam com o auxílio de óculos ou lentes. Há aqueles que falam com dificuldade. Tantos outros apresentam dificuldades para aprender. Alguns apresentam problemas na metabolização do açúcar - diabetes. Outros, problemas na tireóide. E existem alguns anjos especiais que vieram à terra a fim de nos fazer aprender a língua do amor.

Esses anjos são as crianças, em especial aquelas com deficiências mentais ou físicas que conseguem transformar a existência de seus próximos nesse planeta (familiares, professores, médicos e amigos) e lhes fazer vivenciar a mais profunda, verdadeira e infinita realização divina na terra, o amor desprendido, aquele sem nenhum interesse, que não demanda nada em troca de uma enorme dedicação, apreço e carinho. Coisa rara hoje em dia.


No dicionário deles com certeza não existe a palavra “vergonha” em expressar seus sentimentos. São espíritos de luz, alegria contagiante, pessoas que somam em nossas vidas, acrescentam amor, paz e experiências maravilhosas, nos ensinam coisas novas diariamente.

Mas qualquer palavra que expresse minha idéia, consciência e sensibilidade acerca desse tema, não consegue equiparar-se à daquelas pessoas que batalham arduamente todos os dias em prol de uma vida melhor para as pessoas que têm a Síndrome de Down ou qualquer outra necessidade especial, seja ela física, mental, decorrentes da idade ou de problemas de saúde.

Conhecendo melhor a Síndrome de Down

Essa síndrome recebeu esse nome pois o médico que a descreveu chamava-se John Langdon Down. è a mais comum das anomalias mesntais congênitas e afeta 1 a cada 600 recém-nascidos, sendo a estimativa de 100 mil brasileiros portadores.


Qualquer casal, independente de posição social, situação financeira, etnia ou religião pode ter filho com a síndrome. Entretanto, a probabilidade é maior em gestantes com mais de 40 anos de idade. 
Dentro de cada célula do nosso corpo, estão os cromossomos, responsáveis pela cor dos olhos, altura, sexo e também pelo funcionamento de cada órgão do corpo. Cada uma das células possui 46 cromossomos. Os portadores desta síndrome têm um cromossomo 21 a mais em todas as suas células.
Ao nascer, os bebês apresentam características semelhantes: a maioria é “molinho” (hipotônico), alguns apresentam dificuldade para sugar, engolir, sustentar a cabeça, braços e pernas. Também têm características parecidas na face, mãos e pés. Muitos apresentam baixa imunidade e problemas cardíacos, alguns bem sérios.
Estas e outras alterações exigem uma ampla dedicação dos pais à criança portadora de Síndrome de Down. Por exigir muitos cuidados, alguns pais acabam deixando de lado questões fundamentais, como a preocupação com a saúde bucal da criança.

Não há cura para esta síndrome, entretanto a melhor forma de tratamento é iniciar, o quanto antes, um programa de estimulação precoce para ajudar o bebê em seu desenvolvimento motor e intelectual.
O acompanhamento deve ser realizado desde o nascimento, contando com profissionais especializados (médicos, fonoaudiólogo e fisioterapeuta). Tudo deve ser feito de acordo com a idade e grau de maturação cerebral, ou seja, esse tratamento continua durante toda a vida dessa criança, acrescentando outros profissionais de acordo com o problema e dificuldades de cada um.

Hoje, muitos portadores da Síndrome de Down são alfabetizados e estão inseridos no mercado de trabalho. A primeira preocupação das corporações em contratarem pessoas com deficiência é cumprir a Lei de Cotas, existente desde 1991, que obriga as empresas com mais de 100 funcionários a contratar esse grupo de trabalhadores, e caso isso seja desrespeitado é aplicado uma multa. Mas com trabalho de conscientização, essa obrigação passa a ser assumida como responsabilidade social.

Não podemos perder de vista, entretanto, que essas conquistas não estão ao alcance de todos os pacientes. Elas dependem, principalmente, do incentivo da família, do tratamento precoce, contínuo e adequado e das oportunidades oferecidas pelas comunidades em que vivem.

As crianças com Down apresentam um desenvolvimento motor, na fala e na linguagem um pouco mais lento, mas isso não as impede de exercer atividades consideradas complexas, como tocar um instrumento musical, ou ser um atleta ou uma bailarina, ingressar numa faculdade, atuar em teatro e TV. Mas tudo isso depende do estímulo e oportunidades que a criança recebe desde pequena e, como qualquer outra criança, ela também faz suas escolhas e têm suas preferências. Talvez não goste de música ou de ballet, o que também não a coloca em posição inferior a outras crianças com a síndrome. 
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A Síndrome de Down e a Odontologia

Os pacientes especiais, em geral, têm uma maior necessidade de cuidados odontológicos preventivos, para evitar cáries e doenças da gengiva. A maioria destes pacientes não consegue escovar os dentes corretamente, necessitando da ajuda de outras pessoas. A participação de familiares ou responsáveis nestes cuidados é fundamental.

A criança com Síndrome de Down, assim como qualquer criança, deve ser levada ao dentista antes mesmo do nascimento dos primeiros dentes, para que o responsável receba orientações importantes sobre prevenção de doenças bucais e problemas ortodônticos.

Algumas alterações odontológicas podem ser observadas nesses pacientes, como o atraso na erupção dos dentes, problemas na oclusão (80% dos pacientes tem problema no encaixe dos dentes), agenesias (ausência de formação de alguns dentes) e alta suscetibilidade a doenças periodontais (inflamações e infecções da gengiva).


Doença periodontal

A deficiência imunológica comprovada dos pacientes portadores da síndrome de Down contribui diretamente para o desenvolvimento da doença periodontal agressiva e precoce, que afeta tanto os dentes de leite, quanto os permanentes.

As doenças periodontais atingem em média 50% desses pacientes, sendo que as inflamações gengivais desenvolvem-se nessas crianças mais rapidamente.

A baixa imunidade presente na maioria dos portadores da síndrome resulta em dificuldade em se combater as bactérias, fazendo com que a doença periodontal seja agressiva nesses pacientes, levando ate mesmo a perda dos dentes. O alto índice de doença periodontal em pacientes portadores da Síndrome de Down reforça a importância de uma boa higiene bucal. É importante que os pais levem seus filhos frequentemente ao dentista. O controle e a manutenção da saúde bucal nesses pacientes tornam-se uma prioridade. 




Amigos não contam cromossomos. Não desperdice a oportunidade de se fazer presente na vida de uma criança com Down. Aprenda, com eles, a ser mais humilde, ter mais paciência e “viver o hoje”!  21 de março - Dia Internacional da Síndrome de Down. Divulgue essa idéia.


Por Luciana Belomo Yamaguchi, irmã de Giovana


"Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento." (Clarice Lispector)




quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Dor de cabeça pode ter relação com os dentes?


Sabe aquela dor de cabeça que não passa nunca? Você já foi ao neurologista, ao otorrino, já tomou vários tipos de remédio e não consegue achar a causa, muito menos resolvê-la? Pode ser que seu problema esteja localizado na ATM e a solução esteja longe do consultório médico e seja encontrada mesmo no dentista, especialista em ATM.

Uma disfunção na ATM, a articulação que permite os movimentos da boca, pode ser a causa da dor que tanto incomoda. E o problema atinge pelo menos três vezes mais as mulheres.
A dor de cabeça é a mais comum queixa das dores humanas. Acomete em média 60% da população mundial. Estatisticamente falando, a dor de cabeça mais comum é a muscular, isto é, vem dos músculos que estão na cabeça e não da cabeça propriamente dita.
A Disfunção da Articulação Temporomandibular (ATM) tem nome difícil - mas, uma vez feito o diagnóstico, o tratamento pode descomplicar a vida de pacientes.
Nem todo mundo que tem dor de cabeça crônica, tem problema na ATM. Mas a maioria das pessoas que tem alteração na ATM apresenta fortes crises de dor de cabeça.
Dor ou zumbido no ouvido, estalos ou sensação de desencaixe ao abrir ou fechar a boca, dor na coluna cervical, ranger (bruxismo) ou apertar os dentes também podem ter relação com disfunções na ATM.

Esta articulação é uma das mais complexas do corpo humano e pode se desgastar ou apresentar processos inflamatórios com hábitos relacionados à tensão, ao encaixe da mordida e até a postura corporal. O hábito de trabalhar com a mão no queixo, morder lápis, mascar chicletes e segurar o telefone com o ombro podem prejudicar a ATM e piorar as crises de dor.


A musculatura mastigatória foi desenvolvida para trabalhar durante a mastigação que ocorre em média 60 a 90 minutos dia. Qualquer atividade exercida sobre essa musculatura, além desse período, pode significar sobrecarga. Pessoas que rangem ou apertam os dentes, por exemplo, não deixar a ATM “descansar” o suficiente, causando uma série de outros problemas, muitas vezes relacionados com dor.

Dor de cabeça, é uma queixa séria e não deve passar definitivamente sem diagnóstico, principalmente se for uma queixa freqüente. Se for relacionado à ATM, há tratamentos específicos que podem amenizar a dor e proteger sua articulação e seus dentes contra problemas maiores.


domingo, 6 de fevereiro de 2011

Beijo doce também dá cárie



Pouca gente sabe, mas a cárie é uma doença infecciosa, causada por uma bactéria que é transmitida pela saliva. Portanto, o beijo pode ser o principal meio de transmissão dessa doença.

As bactérias que se encontram normalmente na boca transformam os restos de alguns alimentos em ácidos, que sofrem um processo de fermentação, atacam o esmalte do dente, causando as cavidades conhecidas como cárie.


As crianças, principalmente de 6 meses a 4 anos, são mais propensas a “contrair” a doença pois nesta fase elas entram em contato com muitas bactérias, o sistema imunológico ainda não esta totalmente amadurecido e os dentes ainda não estão completamente calcificados.



O adulto deve evitar beijar a criança na boca. Dar 'selinhos' na boca do neném, então, nem pensar. Se conseguirmos manter uma criança sem contato com as bactérias da cárie até ela completar 9 anos, as chances de nunca ter uma cárie na vida são de 90%.



Uma simples colher contaminada por uma pessoa infectada pelas bactérias da cárie pode abrigar milhares de micróbios. Por isto, o adulto não deve utilizar os mesmos talheres que as crianças, assoprar a comida ou provar a papinha, para evitar a transmissão das bactérias para os pequenos.



Em casa com crianças, a família toda deve estar em dia com o dentista, para preservar a saúde dos próprios filhos, pois estudos indicam que o primeiro contato dos bebês com as bactérias da cárie é feita pelos próprios pais.


A principal bactéria que causa a cárie, Streptococcus mutans, também pode ser transmitida ao compartilhar a escova de dentes, usar o mesmo copo ou dividir o seu alimento. Portanto pense duas vezes ao oferecer uma mordida do seu lanche ao colega ou beber no mesmo copo que seu amigo. Oriente seus filhos! 

Entre os adultos que correm maior risco de desenvolver cáries estão os que tiveram a doença nos últimos 12 meses, diabéticos, os que têm um fluxo de saliva menor (muitas vezes devido a alguns medicamentos) e aqueles cujo sistema imunológico esteja deficiente.

A escova de dente, o uso de fio dental e outras formas de higiene bucal são fundamentais para reduzir a quantidade de bactérias que aderem às superfícies dos dentes. Aplicação de flúor no consultório também é uma arma muito arma poderosa.


O flúor e o cálcio agem inibindo esse processo, contudo o flúor deve ser usado com moderação, devido a sua alta toxicidade. 

E você, está com o seu dentista em dia?

domingo, 30 de janeiro de 2011

Meu signo mudou... e agora?


Se você é o tipo de pessoa que costuma acreditar em horóscopo e todas essas coisas de posições das estrelas na determinação da personalidade, prepare-se para entrar em choque.
Astrônomos do Planetário de Minnesota, EUA, revelaram que existe mais um signo chamado Serpente ou "Ophiuchus", o que provoca uma transformação nas divisões atuais de cada signo do horóscopo
Numa entrevista à NBC, o astrônomo Parke Kundle explicou que a Terra se encontra, atualmente, numa posição diferente relativamente ao Sol, daquela que ocupava há três mil anos, quando a astrologia começou a ser estudada. Como o signo é determinado pela posição do Sol no dia em que a pessoa nasceu tudo aquilo que se sabe sobre o horóscopo pode estar errado.

Uma enquete recente feita pela internet com 2000 brasileiros revelou que 51% deles leem horóscopos diariamente e 37% acreditam que os astros influenciam destinos e apontam caminhos. 
(Fonte: Revista Veja, Jan 2011)


Se você se identificava perfeitamente com seu signo, era extrovertido, comunicativo, criativo, teimoso ou perfeccionista, e não saía de casa sem ler seu horóscopo, talvez seja hora de repensar sobre o assunto. Atenção também no novo signo de seu chefe ou parceiro(a)!
Brincadeiras à parte, não é a primeira vez que a astrologia tem esses problemas de alteração de datas e signos. A Antiga Babilônia tinha 13 constelações, mas queria apenas 12, então não considerou Ophiuchus, o Serpentário (que agora voltou e se tornou o novo signo). Libra nem sequer entrou em cena, até a época de Júlio César.


O Novo Horóscopo

Veja o novo horóscopo, segundo a versão do astrônomo norte-americano:
Capricórnio: de 20 de Janeiro a 16 de Fevereiro
Aquário: de 16 de Fevereiro a 11 de Março
Peixes: de 11 de Março a 18 de Abril
Aries: de 18 de Abril a 13 de Maio
Touro: de 13 de Maio a 21 de Junho
Gêmeos: de 21 de Junho a 20 de Julho
Câncer: de 20 de Julho a 10 de Agosto
Leão: de 10 de Agosto a 16 de Setembro
Virgem: de 16 de Setembro a 30 de Outubro
Libra: de 30 de Outubro a 23 de Novembro
Escorpião: de 23 a 29 de Novembro
Serpente: de 29 de Novembro a 17 de Dezembro
Sagitário: de 17 de Dezembro a 20 de Janeiro



A polêmica

Os astrólogos não concordam com a mudança, mas os astrônomos garantem que os cálculos estão corretos. Para alguns astrólogos, a polêmica a respeito da existência de um 13° signo não faz sentido, haja vista que não são as constelações lá no céu que influenciam os seres aqui na Terra e sim “energias cósmicas” que tomam como referência os signos tradicionais. Há também opiniões que procuram justificar que tanto a cobra (Ophiuchus) como o escorpião são animais que trocam de pele, indicando uma personalidade sujeita a grandes flutuações, e que, neste caso, Ophiuchus ou Serpentário vem a ter o mesmo significado astrológico de Escorpião. Ou seja, as mudanças no alinhamento da Terra não influenciam a astrologia convencional.

É a guerra nas estrelas, confusão entre a ciência e a crença, mais uma vez. E você, o que achou do seu novo signo?


segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Você já ouviu falar em cárie de mamadeira?



A cárie dental é uma doença infecciosa, transmissível pela saliva e depende de vários fatores para o seu desenvolvimento, principalmente a higiene bucal e a dieta.

A cárie de mamadeira acomete dentes de leite de crianças pequenas que estão acostumadas a terem sua alimentação através de mamadeiras, principalmente durante a noite. A cárie só vai se desenvolver em crianças que já tiveram contato com a bactéria S Mutans, causadora da cárie. Por ser contagiosa, o adulto, portador da bactéria, deve evitar beijar a boca da criança, assoprar a comida, utilizar os mesmos talheres e copos e limpar a chupeta com a própria boca, dividir o mesmo alimento, prevenindo o contágio da criança.

Quando a criança adormece diminui a frequência da deglutição e do fluxo salivar, que ajudaria a combater as bactérias. Esses fatores, associados a uma má higiene da boca antes de dormir, fazem com que a cárie se desenvolva muito rapidamente, causando grandes estragos nos dentes das crianças, que são menos resistentes e calcificados que dos adultos. 



Aos 3 anos de idade, 60% das crianças já tiveram cárie, portanto a prevenção deve começar bem antes. Deve-se iniciar com orientações às gestantes, e acompanhar a criança desde antes do nascimento do primeiro dente. Como a escovação é uma questão educacional é interessante que a gestante, vá ao dentista durante a gravidez, cuide dos dentes e receba orientação de como proceder com o bebê.

O primeiro passo na prevenção deste tipo de cárie seria a conscientização da mãe, sugerindo a suspensão da alimentação noturna, em crianças maiores de 1 ano de idade. Quanto mais tempo passar, mais difícil será suspender o hábito. Por isso, tente desde bem cedo não acostumar seu bebê com mamadas noturnas. Converse com o pediatra qual a melhor época para suspender a mamada noturna do seu bebê.

O ideal seria escovar os dentes da criança após cada mamada, mas também entendemos que muitas vezes a criança dorme enquanto esta mamando. Como acordá-la depois da mamada, no meio da madrugada, para escovar seus dentes? Quem é mãe sabe que na prática isso pode ser muito difícil. Neste caso, temos algumas dicas que talvez possam ajudar você:

  • A última escovação antes de dormir deve ser muito bem feita, para eliminar o principal fator no desenvolvimento da cárie: bactérias!
  • O bebê deve ser bem alimentado antes de dormir, para que ele realmente não tenha fome durante a madrugada. Se necessário, complemente o leite com um pouco de Mucilon ou algum preparado similar, desde que o pediatra tenha autorizado. Nunca adicione açúcar no chá, suco ou leite do bebê;
  • Quando o bebê chorar durante a noite, pedindo a mamadeira, tente embalá-lo e colocá-lo no berço sem oferecer a mamadeira. Muitas vezes o bebê sente falta da mãe, quer um carinho e não propriamente o alimento;
  • Se o bebê continuar chorando, tente substituir o leite por outro líquido não açucarado, como um chá de camomila ou água;
  • Se o bebê estiver chorando porque está com sede, ele vai aceitar a água ou o chá. Caso ele continue chorando e não aceite, seu bebê não está com sede. Talvez esteja chorando porque já sabe que assim vai conseguir a mamadeira. Nesta hora, você deve ser persistente.

Sentimos grande dificuldade em conscientizar as mães sobre o efeito da mamadeira noturna e entendemos suas dificuldades em retirar esse hábito. Por este motivo é tão importante que a mãe tenha orientações de um dentista desde o inicio, evitando criar hábitos prejudiciais, como este da mamada noturna após o primeiro ano de vida. Após criado o hábito, é mais difícil removê-lo. 

Mamadeira Noturna
Possibilidade de adquirir cárie
1º ano de vida
9%
24 meses de idade 
110%
36 meses de idade
270%
Fonte: Bebê Clínica

As cáries originadas de aleitamento materno exclusivo não são comuns e são menos graves que as causadas pelo uso da mamadeira e outros hábitos alimentares. Mas, a associação de aleitamento materno e mamadeira noturna representam 80% de possibilidade de causar cárie.

Pode acontecer de algumas crianças, apesar da alimentação por mamadeira noturna, não apresentarem o referido quadro, mas esta não é a regra. Aos poucos a mamadeira deve ser substituída por um copo, inicialmente durante o dia, e depois também antes de dormir. Muitas crianças aprendem rápido a usar um canudinho, que facilita muito o abandono da mamadeira.


O mais importante é manter a calma para superar as imprevisíveis dificuldades da maternidade, estaremos aqui para ajudá-la! Seu bebê precisa da sua tranqüilidade.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Os primeiros dentes - como aliviar o incômodo



O primeiro dente é sempre recebido com muita alegria pelos pais. Uma dúvida comum dos pais é a época certa do nascimento dos primeiros dentes. Em média, os dentes começam a irromper por volta de 6 meses de idade, e as meninas costumam ser mais adiantadas. O aparecimento dos primeiros dentes depende da genética, alimentação, hábitos e outras variáveis. São tantos fatores que não existe uma idade precisa nem para início nem fim da fase de troca dos dentes. Por isso, não fique impressionada se outros bebês sorrirem cheio de dentes e o seu não. Mais importante que a cronologia é a sequência em que os dentes estão irrompendo, e isso só o dentista poderá avaliar. 

Para alguns bebês, a chegada dos dentes é muito tranquila. Para outros, pode ser bem incômodo, doloroso e desconfortável, com direito a lágrimas, noites mal dormidas, irritabilidade, gengiva mais espessa e bem vermelha, muita salivação e vontade de morder objetos. O bebê pode ainda perder o apetite e alterar o seu padrão de sono.  Isso tudo é resultado da pressão exercida contra o tecido das gengivas à medida que a coroa do dente rompe as membranas. 

Nesta fase é normal que o bebê babe mais, por isso seque com frequência o rostinho dele para que a pele não fique irritada. Aplicar um creme hidratante protetor (próprio para bebês) pode ser uma boa alternativa.

A mãe também pode oferecer ao bebê algo duro para ele morder e coçar a gengiva. Entregar-lhe algum alimento duro como maçã ou cenoura são algumas dicas simples que se podem recorrer. Mas para este fim, existem à venda mordedores à base de gel que são muito úteis. Podem ser mantidos em geladeira e usados no momento em que o incômodo começar. Estes mordedores não devem ser mantidos no freezer para não congelar, que poderia machucar a gengiva.

O frio adormece a gengiva, o que fará com que a dor e o incômodo diminuam. Alguns destes mordedores apresentam também relevo, que fazem uma massagem nas gengivas.




Também podem ser feitas massagens na gengiva do bebê com o dedo indicador bem lavado. Um pequeno dedal de silicone macio, próprio para escovar dentinhos dos bebês, pode ajudar. Uma fralda de pano embebida em água bem fria também será uma boa solução momentânea. 

Nos casos em que a irritação da gengiva dificulta a alimentação do bebê, um medicamento com anestésico tópico pode ser utilizado na gengiva inflamada. Esses medicamentos, quando usado em quantidade maior que a recomendada, podem amortecer também a língua do bebê, facilitando engasgos. Por isso só deve ser utilizado com orientação prévia do seu pediatra ou dentista. Em alguns casos também pode ser indicado o uso de paracetamol, mas sempre com indicação médica.

É importante continuar a fazer a limpeza diária na boca do bebê: depois de comer, passe com uma gaze esterilizada molhada nas gengivas, boca e língua, retirando o que ficou de leite ou outros alimentos. Acúmulo de restos de alimentos deixam o pH da boca mais acido, aumentando o desconforto e a inflamação. 

E não esqueça nunca o carinho, tão importante nesta fase. Tenha paciência se o bebê chorar mais que o normal... Ele está passando por uma fase difícil e incômoda, e vai sentir-se mais seguro e confortado sabendo que não está sozinho.


quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Dinheiro pode sim comprar a felicidade... será?





O bem-estar emocional está ligado ao poder aquisitivo, comprovou estudo realizado pela Universidade de Princeton. O ditado que dinheiro não compra felicidade, portanto, está errado. Pelo menos até certo ponto.

A felicidade – ou bem-estar emocional – é proporcional à sua renda, até o patamar de 75 mil dólares anuais (cerca de 130 mil reais), de acordo com estudo publicado no periódico científico Proceedings of the National Academy of SciencesO economista Angus Deaton e o psicólogo Daniel Kahneman, coautor do artigo e vencedor do Prêmio Nobel de Economia, usaram como referência para a pesquisa um levantamento conduzido pela Organização Gallup. A entidade analisou 450.000 respostas sobre felicidade de 1.000 americanos, coletadas diariamente entre 2008 e 2009.


A felicidade aumentava conforme a renda crescia, mas o efeito parava aos 75 mil dólares (130 mil reais) por ano. Descobriram que uma renda abaixo de 11.000 reais mensais pode fazer com que as pessoas tenham melhor expectativa do futuro. Entretanto comprometeria o bem-estar emocional em casos de divórcio, doenças e problemas imediatos que interfeririam diretamente na sensação de felicidade.

A pesquisa é interessante, mas direcionada para a sociedade americana. Em um país como o Brasil, onde a grande maioria vive abaixo da linha da pobreza, o dinheiro pode trazer felicidade se consideramos felizes as pessoas que têm acesso à educação, moradia, saúde e saneamento básico. Uma pessoa que tem condições financeiras de pagar pelos estudos e saúde dos filhos é uma pessoa feliz com o seu compromisso realizado, mas é uma realidade muito distante para a maioria das pessoas que vivem de salário mínimo e dependem do governo para quase tudo.
E o que faria você mais feliz?


sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Como você se torna mãe


Este ano de 2010 me presenteou com os mais maravilhosos dias de maternidade. Noites bem dormidas, o refluxo e as cólicas do bebê foram embora. Dias muito agitados, os primeiros passos, a descoberta das cores e sabores da vida. Em 2010 meu filho completou 1 ano.

Mas como aprender a ser mãe, ou melhor, uma boa mãe? Tudo começa a ser aprendido já na gravidez e segue com aulas intensivas, 24 horas por dia, para o resto da vida depois que seu filho nasce.

 “E o que eu faço agora?” Ao longo do resto da vida essa mesma pergunta se repetirá milhares de vezes, nem sempre com resposta. O questionamento faz parte da maternidade, uma coisa tão dinâmica quanto viver em si, que muda constantemente e com a qual você aprende a lidar dia após dia. Não tem receita, não tem manual.

Neste ano de 2010, pesquisadores norte-americanos do National Institute of Mental Health descobriram que o nosso próprio corpo é o primeiro a dar uma força para que as mulheres consigam lidar com as novas tarefas da maternidade. Ainda que você não tenha “sintomas”, o seu cérebro cresce logo depois que o bebê nasce. Ocorre um aumento nas ramificações dos neurônios que agiliza o processamento das informações. Isto acontece por causa de hormônios, como a ocitocina, a prolactina e o estrógeno.


O que você ganha com a maternidade

- Passa a apresentar mais empatia pelo próximo, por ter mais facilidade em se colocar no lugar do outro do que antes. Assim, pode ficar mais preparada para lidar e gerir pessoas em outras situações. 

- Todos os dias seu filho a coloca em situações inusitadas. Além de aprender a lidar com imprevistos, você passa a perceber que há coisas que fogem de seu controle. Até a capacidade de adaptação ganha com isso. 

- Você vai se tornar multitarefa. Portanto, aproveite sua habilidade em fazer várias coisas ao mesmo tempo.


Sempre na mira dos outros

Muitas opiniões, muitos conselhos, todos bem intencionados, é bom se lembrar disso, sempre! Também é  importante não ficar perdida no meio de tantas opiniões e conselhos. Quando você se torna mãe, acaba tendo não só a si própria, mas o resto do mundo prestando atenção no que faz.


Esse monte de atenções voltadas para você somadas às suas próprias expectativas para ser uma mãe perfeita pode ser difícil, o melhor é tentar sempre manter a calma e se colocar na posição da outra pessoa, mais uma lição que a maternidade nos ensina. A maioria das pessoas só quer ajudar, e muitas vezes esses conselhos de pessoas mais experientes ajudam mesmo.


Donald Winnicott, o mesmo psicanalista e pediatra inglês que, em 1956, definiu o termo “preocupação materna primária” (um período de intensa sensibilidade que permite à mãe identificar a hora certa de dar de mamar, o significado daquele choro e o jeito do bebê se expressar), coloca que a mãe suficientemente boa é aquela que pode garantir alimento, afeto e tranquilidade ao filho. Já a mãe perfeita... não existe.
Cada mãe cresce e se transforma a cada dia, junto com seu filho!

E o que mais marcou você em 2010?


Baseado no texto de Cintia Marucci, Revista Crescer.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Paixão avassaladora age como analgésico no cérebro humano




O amor sem dúvida é um sentimento mágico, que faz incontáveis coisas com a gente e na maioria das vezes nem percebemos. Amar seu companheiro (a), sua família, sua vida... se sentir feliz! Amar nos deixa em outra sintonia, nos coloca num astral superior e isso nos condiciona a realizar mais e melhor, seja pessoalmente ou profissionalmente. O amor é o principal remédio para as dores da alma... Mas será que o amor pode servir como remédio contra as dores do corpo?


A paixão é capaz de proporcionar alívio para dor de forma tão eficaz quanto analgésicos ou mesmo drogas ilícitas, como a cocaína, de acordo com um estudo da faculdade de Medicina da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos. Os c
ientistas observaram o cérebro dos participantes da pesquisa por meio de um exame de ressonância magnética funcional, ou fMRI.

Segundo os pesquisadores, quando as pessoas estão apaixonadas, há alterações significativas em seu humor que interferem na dor. Ao pensar na pessoa amada, há intensa ativação na área de recompensa do cérebro - a mesma ativada quando se usa cocaína, ou quando se ganha muito dinheiro. 



Acredita-se que isto envolva áreas do cérebro como aqueles envolvidos em vícios, que são fortemente relacionados com a dopamina. A dopamina é o neurotransmissor que está intimamente envolvido com bons sentimentos. 


Concluíram que ver o rosto do amante ou fazer uma tarefa de distração diminuiu a intensidade da dor praticamente no mesmo nível - 12% e 13% para a dor intensa, 36% e 45% para a dor moderada, respectivamente. Ou seja, é possível que amor - ou outra emoção que ative os centros de recompensa - funcione como um analgésico. 

" A maior analgesia, ao visualizar imagens do parceiro romântico, foi associada com um aumento da atividade em diversas regiões de processamento de recompensas, regiões não associadas a analgesia induzida por distração", afirmam os pesquisadores em seu artigo, publicado no ultimo exemplar da revista PloS One.

Bom saber, vale sempre exercitar o amor de todas as formas e claro que uma boa paixão sempre faz bem. Precisamos ficar atentos para esse analgésico não faltar na nossa prateleira!