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quinta-feira, 31 de maio de 2018

Sua aparência faz diferença no seu trabalho?


Sabemos que uma boa aparência e um sorriso bonito fazem toda a diferença na sua vida profissional. Entre as alternativas mais procuradas para deixar o sorriso bonito estão o clareamento e a estética dental. Já quando falamos da correção dos dentes, muitas pessoas ficam receosas só de pensar em usar aparelho, principalmente devido à aparência em ambiente profissional. Nestes casos podemos certamente mencionar os alinhadores invisíveis como a melhor solução. O tratamento ortodôntico com alinhadores invisíveis, como o Invisalign, funcionam através de uma sequência de placas transparentes removíveis que promovem a movimentação gradual dos dentes. A sequência de placas é gerada por meio de um software específico desenvolvido pela Align Tecnology, uma empresa de alta tecnologia localizada no Vale do Silício. Após o minucioso planejamento do ortodontista, o software faz um cálculo do número de placas que serão necessárias para a correção da mordida.
Alinhadores Transparentes Invisalign 

Em modo geral o tratamento com o Invisalign significa tecnologia avançada a serviço da saúde e estética bucal. Este sistema criado nos EUA trouxe não só a evolução nos resultados ortodônticos do Brasil, mas também mais conforto, discrição e higiene ao tratamento ortodôntico.
A sequência de alinhadores Invisalign são praticamente invisíveis e reposicionam seus dentes passo a passo para conseguir o sorriso que você deseja. Ele é indicado tanto para correções sutis do sorriso quanto para tratamentos mais completos, trazendo resultados incríveis. Podem ser usados também em adolescentes ainda em fase de troca de dentes e têm a vantagem de facilitar a higiene e não necessitar de restrições alimentares, como ocorre com o aparelho fixo. 
Estes alinhadores são feitos com um plástico médico, próprio para ser usado dentro da boca, transparente e resistente chamado de Smarttrack. É praticamente invisível quando em uso, motivo principal para que muitas pessoas escolham o Invisalign como o seu aparelho.
Muitos profissionais que passam o dia todo em reuniões, viagens ou que seu trabalho exija uma boa aparência, buscam pelo tratamento. Justamente para atender esse público mais exigente que a indústria odontológica busca constantemente o desenvolvimento de aparelhos mais discretos e confortáveis, já que muitos destes pacientes relutam em usar aparelhos fixos convencionais. O aparelho Invisalign não utiliza fio ou metais que irritam sua boca, você retira os alinhadores para comer e escovar os dentes e seus dentes se movem gradativamente. Por copiarem com precisão o formato das arcadas dentárias, estas placas se encaixam confortavelmente e não interferem na sua rotina, sendo praticamente imperceptíveis.
Como Invisalign move os dentes?
Os alinhadores Invisalign movem dentes através de uma força controlada aplicada nos dentes, assim como os aparelhos fixos tradicionais. A principal diferença é que Invisalign não somente controla forças, mas também controla tempo de aplicação de força. A cada troca de alinhadores somente certos dentes são movimentados. O resultado é um sistema de liberação de força eficiente, precisa e controlada, previamente planejada pelo software.
Como começar?
Iniciar seu tratamento não poderia ser mais fácil. O caminho para obter um belo sorriso é simples e começa aqui, entre em contato conosco para agendar uma consulta. Pessoalmente conseguiremos esclarecer melhor todas as suas dúvidas. Tenha a certeza que você será muito bem vindo(a)!


Centro Empresarial Jardim Sul
Rua João Wycliff 111 Gleba Palhano
Londrina (43)3025-2232  LBelomo@gmail.com




quarta-feira, 29 de junho de 2011

Decisão: dar ou não a chupeta?


Pacifier significa pacificador. É o termo usado para definir chupeta em inglês. A chupeta pode ser um ótimo recurso para acalmar tanto o bebê quanto a mãe. Pode evitar que situações de choro se prolongue.
Mas você se lembra de ter visto em algum lugar propaganda de chupeta? Não, né? E por uma razão simples: é proibido. Mesmo assim toda mãe sabe onde comprar e como usar a chupeta.

A razão desta proibição é que o uso do artifício pode atrapalhar a amamentação. O objetivo é tentar evitar o desmame precoce, já que o uso de chupetas muitas vezes faz com que a criança deixe de mamar no peito - ou não aprenda corretamente a mamar no peito no caso dos recém-nascidos. 

No início, a maioria das mães tem leite suficiente, mas com o tempo, o bebê o sugará menos (pois o ato de sugar é transferido para a chupeta), o que resultará em menor saída do leite e a mãe tenderá a produzir cada vez menos leite, uma vez que a quantidade de leite produzido pela mãe depende muito do estímulo do bebê.

Além disso, a posição da língua na amamentação é diferente da posição de quando se suga a chupeta. Como sugar a chupeta é mais fácil, na hora da amamentação o bebê colocará a língua na posição da sucção da chupeta e pode não conseguir retirar o leite, chorando de fome e rejeitando o peito.


Decisão: dar ou não a chupeta?

Alguns pais ficam em dúvida de oferecer ou não a chupeta ao bebê. Pais e avós incentivam, médicos, fonoaudiólogas e dentistas contra-indicam, e a jovem mãe se pergunta... e agora? Fique tranquila, você não é a única e não está sozinha, estamos aqui para orientá-la.

Como normalmente toda fonte de prazer gera estabilidade e relaxamento, a sucção não nutritiva (uso da chupeta) é utilizada na tentativa de deixar o bebê mais tranqüilos e quietos.
A função calmante da chupeta se dá porque a criança, quando nasce, apresenta o reflexo de sucção e sugar dá prazer à criança, por isso a criança se apega tanto à ela – e aí que está o perigo.  Mesmo sabendo que pode trazer problemas futuros para a criança, muitos pais incentivam seu uso, até mesmo em crianças que não querem.
Especialistas no assunto dizem que os reais benefícios do uso da chupeta são maiores para os pais do que para os próprios bebês. A chupeta é um recurso utilizado para facilitar o dia-a-dia de quem cuida do bebê, geralmente a mãe. Muitas se utilizam deste artifício, na tentativa de diminuir seu sofrimento e angústia, por não conseguir compreender o que está acontecendo com a criança. Entendo perfeitamente essa dificuldade das jovens mães, mas tenho que concordar com os especialistas.

Algumas mães, vendo que seus filhos têm grande necessidade de sugar acabam achando mais prático oferecer uma chupeta para os seus filhos ao invés de tentar entender o que ele está querendo expressar através do choro.
É importante lembrar que o choro da criança deve ser compreendido e interpretado principalmente nos primeiros meses de vida. Neste período esta é a única forma de comunicação utilizada pelo bebê para expressar suas diferentes emoções. 


Fique atenta, pois ao utilizar a chupeta para parar o choro de filho, muitas vezes, você poderá deixar de suprir alguma de suas necessidades. Preste atenção na forma de comunicação do seu pequeno.




Decidi dar a chupeta, quais as recomendações?

Muitos pais querem saber qual a melhor época para iniciar o uso da chupeta. Orientamos que os pais esperem um pouco para introduzí-la até que seu bebê esteja mamando bem e ganhando peso, em torno de 3 a 4 semanas de vida. Mas antes de criar esse hábito no seu bebê, é bom você conhecer um pouco mais sobre o assunto e estar ciente não só do seu efeito tranquilizador, mas também do lado B do uso da chupeta, dos efeitos colaterais e das dificuldades para retirar o hábito das crianças mais tarde.




Você também deve estar ciente que chupar chupeta em excesso pode fazer o bebezinho engolir mais ar, causando gases e cólicas. Infecções, devido a germes presentes na superfície da chupeta, também podem aparecer com maior frequência nessas crianças, principalmente nos bebês mais novos – neles o sistema imunológico ainda não está completamente formado. Mantenha-a sempre muito limpa.
Não vale a pena utilizar uma chupeta para suprir a necessidade de sucção do bebê. As chupetas, sendo ortodônticas ou não, acarretarão problemas de saúde para a criança, em maior ou menor grau. Ao sugar o bico artificial o bebê vai acabar adquirindo uma postura da língua e da boca diferente da que possuía quando sugava os seios da mãe. Deste modo, a criança pode perder reflexos e a facilidade para mamar no peito, que exige certo esforço.



O grande problema da chupeta está no uso constante e a longo prazo: pode levar a alterações sérias nos ossos maxilares e dentes. O mais comum são as crianças apresentarem a mordida aberta: sobra espaço entre os dentes de cima e de baixo, no local que a chupeta costuma encaixar, na frente ou na lateral. 


Mordida aberta aos 2 anos
Mordida aberta e cruzada aos 9 anos


     
Mordida aberta e cruzada aos 7 anos
Algumas crianças também podem ficar com a mordida cruzada, que é o estreitamento dos ossos da maxila, quando a arcada superior fica mais estreita que a inferior, por consequencia da posição errada que a lingua “aprende” a ficar com o uso da chupeta.

Os prejuízos que a chupeta pode causar podem ser amenizados se ela for oferecida ao bebê apenas poucas horas do dia e se o vício for retirado cedo. Além disso, na hora de escolher a chupeta há algumas caracteristicas que devem ser observadas...


Como escolher a chupeta

O material da chupeta pode ser látex ou silicone.
As chupetas com bico ortodôntico oferecem um ajuste anatômico melhor entre a língua e o céu da boca, são as mais indicadas. No entanto, essas adaptações não garantem um posicionamento adequado de lábios e língua, no repouso. A presença constante da chupeta dentro da boca inevitavelmente favorece a permanência dos lábios entreabertos e a língua mais rebaixada e anteriorizada. Quanto mais aberta a boca do bebê ficar enquanto está com a chupeta, mais prejudicial ela é. 
Bico ortodôntico - recém-nascidos
Bico ortodôntico


As chupetas que causam mais problemas para a criança são as que apresentam a ponta redonda. Estas são as mais utilizadas pois são aceitas com maior facilidade pelos bebês. O seu uso não é recomendado uma vez que acarreta uma alteração muito grande do palato e a boca do bebê fica muito "aberta" durante seu uso. Isso 'ensina' o bebê manter a boca mais aberta mesmo quando está sem a chupeta (favorece respiração bucal). 

As chupetas que causam mais problemas para a criança são as que apresentam a ponta redonda. Estas são as mais utilizadas pois são aceitas com maior facilidade pelos bebês. O seu uso não é recomendado uma vez que acarreta uma alteração muito grande do palato e a boca do bebê fica muito "aberta" durante seu uso. Isso 'ensina' o bebê manter a boca mais aberta mesmo quando está sem a chupeta (favorece respiração bucal).
Não prenda a chupeta com fralda ou correntes mais pesadas. Isso faz a ponta da chupeta ficar pesada, o que pode forçar a arcada dentária para frente, acentuando mais ainda os problemas dentários que as chupetas podem causar.
A higienização correta e constante da chupeta é fundamental.

Bico redondo
Bico redondo


Como limpar

A chupeta da embalagem deve ser esterilizada com água fervente, conforme orientação do fabricante. Quando o bebê é recém-nascido deve ser passada em água fervente várias vezes ao dia, pois o bebê tem seu sistema imunológico pouco desenvolvido e a chupeta pode colocá-lo em contato com vários germes causadores de infecções, febre, diarréia, etc. Quando a criança é maiorzinha, a água corrente é suficiente e, uma vez ao dia, deve ser passada em água fervente. Use apenas sabão neutro durante as lavagens – pode ser usado o sabonete glicerinado neutro, aquele mesmo indicado para o banho dos recém-nascidos. O ideal é ferver a água, desligar o fogo, deixar a chupeta submersa por, no máximo, 5 minutos.
A chupeta tem prazo de validade – esse tempo pode variar conforme o fabricante. Em geral, ela deve ser substituída todos os meses. Depois desse tempo, os materiais perdem as propriedades iniciais e podem trazer riscos à segurança do bebê.

Decidi não dar a chupeta, tem algum problema?

É cada vez maior o número de bebês que não usa chupeta no Brasil. É o que revela uma pesquisa recente do Ministério da Saúde. Em uma pesquisa que ouviu pais de 118 mil crianças com até um ano de idade em todo o país mostrou que o uso da chupeta caiu 26% nos últimos 9 anos em todo o Brasil.
Fonte: Ministério da Saúde
Para os especialistas, a redução representa menos problemas de saúde no futuro: “os bebês que não usam chupeta tem menor propensão a desenvolver problemas dentários e respiratórios”.
A odontopediatra da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Branca Heloísa, explica que a chupeta não é recomendada. Ela alerta que a única circunstância em que um odontopediatra sugeriria o uso de chupeta seria no caso de crianças que chupam o dedo. “Nesse caso, a chupeta seria introduzida para substituir o dedo porque, geralmente, é mais difícil remover o hábito de chupar dedo do que remover o hábito de chupar chupeta”, afirma.

Que outros recursos uma mãe pode utilizar para acalmar a criança que não a chupeta?



Sugar é prazeroso e calmante. Uma atividade tão natural que os bebês cultivam mesmo antes de nascer. A sucção já está presente entre a 17a e a 24a semanas de vida intrauterina. Esse reflexo é importante para o recém-nascido, principalmente, para que ele possa se alimentar logo após nascer. Por isso o bebê apresenta a necessidade de sugar instintivamente, e esta deve ser suprida pela amamentação e contato com a mãe, sem a necessidade da utilização de bicos artificiais.

Por meio da amamentação, o bebê é alimentado não somente com o leite materno, mas também com o conforto, carinho e amor da mãe, e nada consegue substituir esse contato materno. Tudo isso dá muito prazer ao bebê, não só o ato de sugar. A chupeta pode vir a ser uma forma de prolongar o prazer e o conforto da presença materna, mas não substitui a mãe. 
Mas se a mãe utilizar a chupeta para encurtar o tempo da mamada e evitar seu contato prolongado com o bebê, isso pode ser muito problemático. Se utilizá-la para manter a criança quieta a qualquer custo, calar sua fala, pode inclusive ter consequências psicológicas e patológicas bastante sérias.

O fim da paixão

No início, os pais podem se apaixonar pela chupeta tanto quanto seus filhos, mas a fase da lua de mel não dura para sempre.
Por volta do final do primeiro ano, o lado negativo das chupetas aparece. Aos 2 anos de idade, crianças falando frases completas com a chupeta na boca, começam de fato a preocupar os pais.
Algumas vezes os adultos culpam e brigam com as crianças, as castigam, as fazem chorar, causam um grande sofrimento nas crianças por causa de um hábito que eles mesmos ensinaram e insistiram. Muita conversa, muitas lágrimas, muitas tentativas, dúvidas, angústias... “E agora, o que fazer doutora? Meu filho não quer largar a chupeta por nada e seus dentinhos já estão ficando tortos! O que devo fazer? ” – nos perguntam frequentemente no consultório.

Quando tirar a chupeta

A maioria dos pediatras acredita que a idade correta para tirar a chupeta é com 2 anos, quando a chupeta passa a ser um obstáculo para o desenvolvimento da fala. Pela minha experiência como mãe e profissional da área, acredito que, quanto mais tempo passar, mais difícil será remover este ou qualquer outro hábito. O ideal seria entre 1 e 2 anos de idade, mas com muito cuidado para que a criança não a substitua pelo dedo, que seria muito mais prejudicial.
O maior problema da chupeta está no seu uso indiscriminado, principalmente após os 2 anos. A partir dessa idade alterações mais sérias na musculatura da boca, posição da lingua e dentes já podem ser observadas. Estas alteraçõem também favorecem a respiração bucal (o correto é a respirar pelo nariz).
O mais importante é os pais controlarem a ansiedade e oferecerem menos a chupeta. Devem reduzir o uso ou até limitar para a hora de dormir. Há casos em que os pais se acomodam com o ‘conforto’ que a chupeta dá e não percebem o crescimento dos filhos.

Como aposentar a chupeta?


Há várias estratégias para acabar com o 'vício'...  vai depender da idade da criança e seu grau de entendimento. 
Na hora dos passeios, explique à criança que a chupeta fica em casa.
Usar apenas na hora de dormir ou quando a criança estiver doente.
Deixe o pai tentar - Pode ser mais fácil para o pai ajudar a criança a parar de usar.
Avise a escola, a creche, os tios e avós para que todos possam colaborar nessa etapa e incentivá-la.
Não coloque substâncias amargas ou fortes (pimenta, mostarda) na chupeta para a criança largar o hábito. A chupeta dava prazer. Não deve virar punição.
Use a imaginação. Uma alternativa é levar a criança ao zoológico e dizer que o filhote de girafa nasceu e precisa da chupeta. Outra alternativa é chamar a “fada da chupeta” para que ela leve o objeto embora e deixe um presente como substituto.
É muito importante que a retirada da chupeta não coincida com outros momentos marcantes na vida do bebê, como a chegada de um irmão, mudança de cidade ou início da vida escolar.
É importante que ocorra numa fase em que a criança já esteja envolvida em outras atividades e interesses, pois assim o bico passa a ter um papel secundário. Muitas crianças aceitam trocar o objeto por um brinquedo, por exemplo. Alguns pedem para destrocar na hora de dormir, mas esta é a hora dos pais serem firmes.


Idade da criança
Independente da idade, nunca estimule o uso da chupeta durante todo o tempo, senão será mais difícil removê-la depois.
Antes dos 2 anos: Ir diminuindo seu uso aos poucos até chegar ao ponto de usar a chupeta só para dormir. Quando a criança adormecer, retirá-la da boca. Ir diminuindo seu uso gradualmente.
Após os 2 anos: Nessa idade a criança começa a entender. Converse com ela. Conte a estória da fada, que vem à noite para tomar as chupetas, deixando um grande presente. Existe também a possibilidade de levar a criança para uma loja de brinquedos para “negociar” seu vício por um brinquedo de criança grande. O mais recomendado é explicar que agora ela cresceu. Estimule a criança para que seja ela própria a doar ou jogar fora a chupeta
Após os 4 ou 5 anos: Nessa idade normalmente já há alterações na posição dos dentes. Faça uma avaliação com o dentista-ortodontista e veja se há necessidade de um tratamento ortodôntico preventivo, com aparelho móvel. Há alguns modelos específicos para esse tipo de problema e que podem ajudar seu filho a parar de chupar a chupeta (ou dedo). Mas atenção, crianças mais velhas que ainda usam chupeta podem necessitar de acompanhamento multidisciplinar, com o ortodontista e também com psicólogo. Na maioria das vezes o problema maior é com a mãe ou cuidador da criança – pode ser o indício de algum tipo de carência emocional ou outros problemas. É bom ficar atento.


O importante é ter paciência e aguentar o choro, o que é a parte mais difícil, sem dúvida. É o seu bebê pedido aconchego. Noites difíceis virão, mas seja firme. A vida sem chupeta é possível. Mas se você ainda não a ofereceu ao seu bebê, esteja ciente que não temos como prever o quanto seu bebê irá se apegar à chupeta. Se decidir dar a chupeta, use com moderação e por poucos meses. Qualquer dúvida estaremos aqui para ajudá-la.

Baseado na Revista Pais & Filhos, conhecimentos acadêmicos e na minha experiência pessoal como mãe.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

O Novo Idoso - Mudanças na sociedade com o aumento da expectativa de vida


O número cada vez menor de filhos e a população cada vez mais urbana mostraram, no último censo, que a população do Brasil está envelhecendo rapidamente. Entretanto, o país não está se preparando, com a mesma velocidade, para o envelhecimento da população.
Nas últimas décadas, o número de pessoas com 60 anos ou mais tem aumentado consideravelmente nos países da América Latina, principalmente em Cuba, Argentina, Uruguai, Chile e Brasil.
As informações levantadas pela PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) mostram que o número de idosos no Brasil já é um dos maiores do mundo, cerca de 13,5 milhões de pessoas. Os idosos são pessoas que já vivenciaram, em abundância, todas as circunstâncias comuns ao ser humano: vida e morte de familiares e amigos, alegria e tristeza de decisões tomadas. Passaram por situações de perdas irreparáveis na família ou entre amigos por doenças ou imprudências devidas a soberba na condução da vida.

No decorrer dos dias conquistaram o reconhecimento da sociedade. Foram favorecidos, entre outras vantagens instituídas pelo Estatuto do Idoso, com a gratuidade no transporte coletivo urbano, filas preferenciais em bancos e supermercados e vagas exclusivas em estacionamentos.
Os idosos de hoje, vivem mais, se divertem mais, produzem mais, aprendem mais e querem muito mais da vida do que queriam as gerações anteriores.
O aumento da população de idosos é, de fato, uma importante conquista da nossa sociedade. Entretanto, isto gera uma série de novas circunstâncias relacionadas à manutenção da saúde, manutenção de habilidades físicas, cuidados médicos e de enfermagem especiais, além de gerar modificações ambientais, visando sempre os cuidados com o idoso.



Estatísticas


O Brasil possui cerca de 19 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, o que representa mais de 10% da população brasileira, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Há 50 anos a expectativa de vida de um brasileiro era de 43 anos. Hoje essa expectativa está em torno de 68 anos, sendo que para o século XXI deverá chegar a 73 anos.

Segundo o I.B.G.E. nosso país deverá ter a sexta população mais idosa do planeta no ano 2025 com 34 milhões de pessoas com mais de 60 anos, o que representará 14% de nossa população. É o grupo etário que mais cresce no Brasil. 


A distribuição dos idosos segundo os grupos de idade não é homogênea e, embora a expectativa de vida a partir dos 60 anos esteja aumentando, ainda é maior a proporção de pessoas idosas na faixa etária de 60 a 69 anos. Isto demonstra que o processo de envelhecimento da população brasileira, apesar de intenso, ainda é recente, diferenciando-se da situação encontrada nos países desenvolvidos, onde a transição demográfica ocorreu há mais tempo e a população idosa concentra-se, cada vez mais, nas faixas de idade de 80 anos ou mais.

O idoso consumidor


Além de viver mais, os idosos brasileiros também obtiveram melhoria da renda nos últimos dez anos. Mais de 80% das pessoas acima de 60 anos ganham ao menos um salário e a grande maioria recebe aposentadoria e pensões. 


Apesar de estarem aposentados, muitos idosos continuam no mercado de trabalho. Segundo o IBGE, quase 6 milhões de pessoas com mais de 60 anos trabalham, representando 30,9% do total. Mesmo na população com 70 anos, o percentual é significativo: 18,4% têm atividade remunerada.
Não por acaso os idosos são responsáveis pela manutenção de 25% das casas no País e possuem potencial de consumo de R$ 7,5 bilhões, o dobro da média nacional, de acordo com a pesquisa da empresa de consultoria Indicator GFK. 

Os idosos de hoje possuem vida ativa e são consumidores de quase tudo. Precisam de produtos e de atendimento de acordo com suas necessidades e limitações e os especialistas em marketing já perceberam isto. Muitos produtos e serviços são direcionados para este grupo de consumidores, inclusive para vendas pela internet.


 O idoso na rede

Especialistas reunidos no Congresso Mundial sobre Internet (Madri, 2009), enfatizaram o grande interesse de pessoas com mais de 70 anos pela internet. Segundo a professora da Univerdade de Dundee (Escócia) Vicki Hanson, em 2008, só nos Estados Unidos, 45% das pessoas de 70-75 anos já se conectavam à internet. Enviar e receber e-mails é a principal atividade na rede das pessoas acima de 65 anos. Também realizam compras, movimentos bancários e participam das redes de relacionamento social. Os jovens e adultos de hoje serão os idosos de amanhã, então este percentual tende a aumentar, e muito.



O idoso no volante


Com o envelhecimento da população brasileira, estão, a cada ano, surgindo mais idosos motoristas, acima de 70 anos, o que causa certa apreensão aos órgãos públicos ligados a área, aos geriatras e às famílias destes idosos.
Ao contrário do que muitos pensam os idosos não representam uma ameaça no trânsito. Somente 6,2% dos condutores envolvidos em acidentes estão com idade acima dos 55 anos. Já 27,9% dos condutores que causam acidentes estão entre 25 a 34 anos e 24,8% entre 18 a 24 anos, de acordo com dados do DETRAN-SP.
O motorista idoso é considerado educado e cuidadoso, sendo um observador atento às leis de trânsito, sendo pequena a ameaça que estes representam para o trânsito.
De acordo com dados da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (ABRAMET), por exemplo, na pessoa com idade entre 70 e 80 anos a flexão no joelho é de 58%, quando nos mais jovens (de 20 a 35 anos), chega a 78%. Além disso, os remédios que o idoso toma podem prejudicar seus reflexos, aumentando o risco de acidentes. 


O idoso nas salas de aula

Os primeiros resultados do Censo do Ensino Superior, realizado pelo Ministério da Educação (MEC), mostram que a faixa etária dos ingressos no ensino superior que mais cresceu foi a de 50 anos ou mais (23%). Há Universidades que chegam a oferecer descontos de até 50% nas mensalidades.


A cada dia, crescem opções de cursos nas mais variadas áreas e as Universidades nunca estiveram tão lotadas dessa turma ávida por conhecimento, que frequenta a escola, seja como porta de retorno à vida profissional ou apenas pelo prazer de aprender. Eles passam a ser vistos como sábios pela família e se aproximam mais dos jovens.  


A escola passa a ter um papel não só de disseminadora do conhecimento, mas também de agente principal de troca de experiências e oportunidade de convívio entre pessoas diferentes. Sua autoestima fica mais valorizada, sentem-se úteis e capazes de absorverem o aprendizado começam a desenvolver a tomada de consciência do próprio envelhecimento de forma ativa, bem-sucedido e com uma boa qualidade de vida.


A saúde do idoso

O envelhecimento da população é reflexo de um conjunto de fatores, principalmente, dos avanços da medicina moderna, que permitiram melhores condições de saúde à população com idade mais avançada, fato que repete em vários países.

Com o aumento a esperança de vida, cresce também a importância das doenças de caráter crônico-degenerativo como principais causas de morte, tais como as do aparelho circulatório, os neoplasmas (câncer) e o diabetes, acarretando um aumento na longevidade das pessoas e no peso relativo dos idosos no total da população.


Preconceito e Despreparo

Infelizmente nossa sociedade ainda é despreparada para respeitar os idosos e para aceitar que a velhice faz parte da vida e que todos iremos envelhecer: você, eu, todos nós. Nem prestamos atenção nos numerosos os obstáculos que a pessoa idosa enfrenta para viver e transitar nas cidades brasileiras diariamente.

No Japão, onde a velhice está associada à sabedoria, pessoas com mais de 65 anos, consideradas idosas pela Organização Mundial de Saúde (OMS), desenvolvem atividades intelectuais e produtivas sem despertar os olhares preconceituosos dos que estão ao redor. E mais: o governo japonês, inclusive, tem adotado medidas para encorajar os idosos a continuar integrando a força de trabalho. Segundo noticiou recentemente a BBC Brasil, a idéia é “vê-los como um recurso e não um encargo – mão-de-obra valiosa ao invés de pessoas que precisam apenas de apoio e cuidados”.


No Brasil, os estudos existentes sobre o tema da terceira idade são poucos e têm apontado, de forma recorrente, que o processo de envelhecimento da população brasileira é considerado irreversível. 




Mudanças na sociedade brasileira com o aumento da expectativa de vida já estão acontecendo...