domingo, 21 de outubro de 2012

A formação do Paladar das Crianças: o difícil papel dos pais nos dias de hoje





  
A maioria das jovens mães é dedicada, preocupada e procura se manter informada desde a gestação e durante cada etapa do desenvolvimento do bebê e da criança. Essas mãezinhas são literalmente bombardeadas com informações sobre hábitos, educação, alimentação e tudo mais que se possa imaginar. Informações que chegam por todos os meios: internet, livros, revistas, amigas, parentes, dicas da vizinha. 

Na teoria, tudo funciona muito bem. Mas muitas vezes percebemos que, na prática, as coisas não andam bem do jeito que a gente imaginava... aí vem o sentimento de culpa, por sermos tão relapsas, despreparadas, inexperientes.

Pior ainda se a mãe tem que ir trabalhar, soma-se a isso o sentimento de ausência. Mas calma, você não é a única. A maternidade e as culpas andam juntas, desde que o mundo é mundo as mães se sentem responsáveis por tudo o que acontecem com sua prole. Mas não vamos cruzar os braços, sentar e chorar... não há tempo para isso! Há um bebê lindo te esperando, com sede de aprender e absorvendo tudo o que vê em sua volta.

Não vamos abster a responsabilidade de algumas mães que se preocupam muito mais com futilidades que com a criação, educação ou alimentação de seu pequeno. Mas essa não é a regra, a maioria das mães é sim muito zelosa e dedicada, se preocupa de verdade.





Deliciosas guloseimas

Muitas mães têm necessidade de confiar o cuidado dos pequenos a outras pessoas, funcionárias, escolinhas, tias ou avós, durante o período que estão no trabalho ou em outros compromissos que não podem levar as crianças.

Observo diariamente no consultório uma dificuldade comum entre essas mães. Não são raros os casos de mães nos contarem, quase como um desabafo, que têm dificuldade de controlar os doces, refrigerantes e guloseimas e que sentem dificuldade em reprimir alguns adultos que insistem em oferecer esses alimentos para a criança sem o consentimento da mãe. “É só para experimentar, um pouquinho de chocolate ou um gole de refrigerante não vai fazer mal!” Mas atenção queridas avós, tios, tias e amadas madrinhas... este é um assunto sério, pois o paladar da criança é formado nos primeiros anos de vida.


Quando o bebê nasce sente gostos, mas não de forma muito desenvolvida, o paladar vai se desenvolvendo aos pouco, com o tempo. Por volta dos 2 ou 3 anos de idade é que as preferências e rejeições começam a aparecer com mais nitidez. Por isso a importância de manter os pequenos bem longe desses alimentos açucarados e engordurados até uma certa idade. 
Com o tempo, eles vão conhecer estes alimentos, mas seu paladar já estará mais formado e treinado para alimentos mais saudáveis.


Os sabores da vida

Existem quatro sabores: doce, salgado, amargo e ácido. Pesquisas demonstram que bebês têm preferência pelo doce. Sorriem quando recebem açúcar e fazem caretas quando provam o amargo. Odores, texturas e o prazer que a comida proporciona também ajudam a formar o paladar da criança. O bebê já nasce com certa predisposição para gostar de uma comida e fazer cara feia para outras, mas a educação que recebe também vai influenciar.



As técnicas de pressão do tipo: "Se não comer a salada, não ganha sobremesa" não são muito apropriadas. Pode resolver em um primeiro instante, mas a idéia de que depois da tortura vem a recompensa só piora a noção de que vegetais e legumes são ruins. Se as crianças percebem os pais comendo abóbora, couve ou brócolis com satisfação vão associar o prazer àquele alimento, e assim fica mais fácil gostar desses alimentos. 


Prevenindo problemas ortodônticos

As crianças preferem os alimentos pastosos e mais fáceis de mastigar. Entretanto, desde cedo o bebê deve ser acostumado a sentir os pedacinhos dos alimentos e incentivado a mastigar alimentos mais duros, para um melhor desenvolvimento dos ossos maxilares e conseqüente prevenção à problemas ortodônticos futuros. Se as papinhas e sucos forem peneirados, mais tarde o bebê terá dificuldade de aceitar alimentos mais duros ou com fibras.

Antes do nascimento dos dentes, o ideal é sempre amassar a papinha um garfo (nunca bater no liquidificador). Conforme os dentinhos vão nascendo, os pedacinhos de alimentos vão gradativamente aumentando de tamanho. Assim, quando a criança tiver todos os dentinhos, não sentirá dificuldades em mastigar bem e engolir alimentos mais duros, como a carne por exemplo.



O desenvolvimento dos maxilares nos primeiros anos de vida tem muita relação com os hábitos da criança. Uso prolongado de chupeta, mamadeira e chupar o dedo são muito prejudiciais, isso todos nós sabemos. O que muita gente não sabe é que a consistência da alimentação também pode influenciar do desenvolvimento normal da maxila e da mandíbula.

Alimentos mais duros, como cenoura, carne ou maçã, estimulam a mastigação, o fortalecimento dos músculos ao redor da boca e melhoram o desenvolvimento da mordida (oclusão). Após o nascimento do dentes, alimentos mais pastosos devem ser oferecidos com moderação. Mingaus ou o excesso de mamadeiras diárias não contribuem com o crescimento transversal dos maxilares (largura). A falta de crescimento transversal pode levar ao estreitamento da arcada dentária e apinhamento dos dentes (falta de espaço).

Há outros fatores que podem levar à falta de espaço para os dentes, como a genética, a respiração bucal, entre outros - mas os hábitos alimentares estão sob o controle dos pais desde muito cedo. Depois de um hábito alimentar ruim instalado, é muito mais difícil alterá-lo.




Nunca experimentou e diz que não gosta

Algumas crianças se recusam a experimentar alimentos que não conhecem. Esse fenômeno tem um nome: é a neofobia alimentar. Faz parte do instinto, necessário para a sobrevivência, pois não se sabe se o alimento novo é seguro para a saúde. Entre os 2 e os 10 anos, e principalmente entre os 4 e os 7 anos, 77% das crianças se recusam a comer o que não conhecem.*





Muitas crianças rejeitam as verduras. Existem algumas teorias, mas nenhuma conclusão, para explicar o fenômeno. A primeira é de que, quando nascem, os bebês seguiriam o instinto básico de comer para aplacar a fome. Pensando assim, massas e doces satisfazem mais rápido que um prato cheio de verduras. Outra linha de pensamento é de que verduras têm gosto forte, às vezes amargo, o que desagrada ao paladar infantil. Uma terceira hipótese diz que, como no passado os seres humanos sabiam que os vegetais podiam ser venenosos, ainda olhamos para eles com desconfiança.*



Participar do preparo dos alimentos



Uma boa dica é a familiarização. As crianças aceitam melhor um alimento que ajudaram a preparar, lavaram, picaram, arrumaram no prato. Seu filho vai olhar a comida com uma atitude mais favorável.  Ofereça as frutas picadinhas ou em palitos. Dizer para a criança comer porque faz bem para a saúde não funciona. Tentar comprar a criança com recompensas ou presentes não é uma boa forma de educar. É melhor ensiná-la para sentir prazer e apreciar o gosto dos alimentos.


Uma pequena horta em casa



Quem sabe fazer uma pequena horta, até mesmo em um pequeno vaso ou floreira, e ensinar para esta nova geração de onde vêm os alimentos. Cenoura, moranguinho, alface, tomates cereja, regados com um pouco de água e muito carinho, com a ajuda dos pequenos, podem mudar a visão das crianças em relação aos alimentos.





Como parte da formação do paladar vem do aprendizado, os pais têm papel fundamental. Se, desde pequenos, os filhos têm uma alimentação saudável, com pouca gordura, pouco sal, que privilegia produtos naturais, eles vão crescer aprendendo a apreciar aqueles pratos.


Não adianta, porém, querer que o filho coma manga ou ameixa se os pais não dão o exemplo: a criança aprende mais observando o comportamento dos pais do que ouvindo o que eles falam. E também não adianta proibir o refrigerante, se todos os dias aquele rótulo vermelho e chamativo fica em cima da mesa de refeições, bem na frente do bebê.




A criança não sabe naturalmente o que é bom para ela. Se a decisão for deixada para a criança, ela vai escolher os alimentos de que gosta mais: frituras, doces, macarrão. A responsabilidade sobre a alimentação dos pequenos ainda é dos pais. São eles que devem decidir o que vai ser servido à mesa todos os dias e o que só entra de vez em quando.

Quem ama, cuida. 


Por Luciana Belomo Yamaguchi 
Algumas informações (*) foram obtidas na Revista Crescer

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Clareamento dos dentes






São muitos os mitos que giram em torno do clareamento dos dentes. Ao contrário do que muitos pensam, não é necessário esperar que os dentes estejam manchados ou escuros demais para optar por um tratamento de clareamento. O clareamento é recomendado para todo paciente insatisfeito com a cor de seus dentes.


Há como fazer o clareamento com segurança, 
sem prejudicar os dentes,
utilizando a técnica correta e materiais de qualidade.





Como Funciona

Todos os tipos de clareamento seguem o mesmo princípio: a ação de um gel (peróxido de hidrogênio ou carbamida) em diferentes concentrações, que libera oxigênio, e este altera a cor do dente. 
Qualquer jovem ou adulto pode ter os dentes clareados, sem riscos para a saúde. Por precaução, evitamos o tratamento em gestantes e lactantes, pois não há estudos sobre o efeito dos agentes clareadores sobre os fetos e lactentes.
      
- O clareamento é seguro e não afeta ou enfraquece os dentes, desde que seja utilizada a técnicas correta, com produto de boa qualidade, supervisionada pelo profissional;

- O gel não é abrasivo e quanto maior a sua concentração, mais rápido pode ser o clareamento. Concentrações acima de 20% só podem ser feitas em consultório;

- Os produtos utilizados devem ser aprovados pelos órgãos vigilantes de  saúde do país. Cuidado com promoções; 


- Os dentes podem voltar a escurecer um pouco novamente, porém nunca como eram antes. Dependendo dos hábitos do paciente (higiene, café, cigarro, etc), pode ser necessária uma manutenção depois de 1 a 2 anos. Na literatura, 43% dos casos ficam estáveis por mais de 5 anos; 

- A sensibilidade pode acontecer se alguns cuidados não forem tomados pelo profissional e pelo paciente. O profissional capacitado irá orientá-lo corretamente como preveni-la. O importante é seguir as orientações antes, durante e após o clareamento para que desconfortos sejam evitados;

- Atualmente há géis clareadores de excelente qualidade, com produtos na fórmula que protegem o esmalte do dente e evitam sensibilidade.




Clareamento a laser - realizado apenas no consultório, exige pelo menos três sessões de cerca de 1 hora. O gel é ativado por uma fonte de luz (LED, Laser ou associação dos dois). O gel é aplicado somente no esmalte dos dentes, as gengivas e a maior vantagem é possibilitar que áreas de maior sensibilidade sejam protegidas.

Clareamento caseiro – o gel clareador utilizado é mais fraco e demora mais para fazer efeito, em torno de 15 dias. O próprio paciente aplica o gel em moldeiras de silicone que podem ser usadas para dormir. O uso do gel e da moldeira varia de 2 a 8 horas por dia, dependendo da concentração do produto.
Este tipo de clareamento é contra-indicado para pacientes que apresentam dentes sensíveis ao gelado ou doce, pois o gel se espalha por toda a região da moldeira, aumentando a sensibilidade dessas regiões.

Expectativa - um dos maiores problemas
O resultado é subjetivo e este talvez seja um dos maiores problemas, pois alguns pacientes uma grande expectativa e o resultado pode ficar aquém do esperado. Cada paciente responde ao tratamento de forma diferente e depende da resposta biológica de cada um. O grau do clareamento depende também da tonalidade, grau de calcificação e envelhecimento do dente (idade do paciente). Existem tonalidades que não são tão sensíveis ao clareamento, portanto, não respondem tão fortemente aos clareadores ou precisam de mais sessões para um bom resultado. Vale ressaltar que existem manchas que não saem facilmente, porém há métodos alternativos, como o de micro-abrasão.

Câncer - o maior de todos os mitos
Não há relatos de problemas sistêmicos ou de pontecialização de tumores associados a tratamentos clareadores.

Estética ou saúde?

Muitas pessoas podem pensar que o clareamento dental é somente um tratamento cosmético ou estético, sem nenhum benefício à saúde, pois parte-se do princípio de que não trata uma doença pré-existente, já que a cor ligeiramente amarelada dos pacientes é fisiologicamente natural.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), saúde é "um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não meramente a ausência de doença ou enfermidade". As terapias de clareamento dental melhoram a auto-estima das pessoas, aumentam o bem estar e complementam outros procedimentos estéticos.

Mas o que seria uma alternativa para deixar o sorriso mais bonito está preocupando especialistas em todo o Brasil. A popularização dos clareadores dentais e sua venda indiscriminada, diretamente ao consumidor, podem causar sérios danos à saúde dos pacientes. É uma terapia que é feita com agentes químicos fortes e precisa ser realizada com muito cuidado, desde o diagnóstico, escolha da técnica, doses e posologia indicadas.




Com a técnica correta, produto de qualidade e orientações de um bom profissional, 
seu sorriso ficará mais bonito, com segurança.



quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Pesquisa confirma: quem é feliz vive mais e com mais saúde



Um estudo da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, comprovou que pessoas felizes tendem a viver mais e ter uma vida mais saudável que os infelizes. As pesquisas foram lideradas pelo psicólogo e professor da universidade Ed Diener, e analisaram também outros 160 estudos na área que buscavam comprovar a mesma tese. Esta pesquisa foi publicada na revista especializada Applied Psychology: Health and Well-Being (Psicologia Aplicada: Saúde e Bem-Estar).


Cinco mil universitários foram acompanhados por 40 anos de suas vidas. Os resultados da pesquisa mostraram que os mais pessimistas tendiam a morrer mais cedo ou a desenvolver doenças antes dos alunos que encaravam tudo de forma leve e positiva durante a vida universitária.


Segundo Ed Diener a ansiedade, a depressão, a falta de entusiasmo com a vida diária e o pessimismo estão todos associados ao desenvolvimento mais rápido de doenças. “Todos esses estudos apontam para a mesma conclusão: a saúde e a longevidade, são influenciadas por nosso humor. Os estudos atuais estão focados em quatro alertas: evite a obesidade, tenha uma alimentação saudável, não fume e faça exercícios. Talvez seja a hora de adicionar à lista: "seja feliz, evite guardar as mágoas, a raiva crônica e a depressão", disse o pesquisador.




A busca da felicidade


“As leis que governam a felicidade não foram desenhadas para nosso bem-estar psicológico, mas para aumentar as chances de sobrevivência dos nossos genes a longo prazo” (Robert Wright, escritor e psicólogo americano à revista Time). A lógica é a seguinte: quando fazemos algo que aumenta nossas chances de sobreviver ou de procriar, nos sentimos muito bem. Tão bem que vamos querer repetir a experiência muitas vezes.

A busca da felicidade é o combustível que move a humanidade – é ela que nos força a estudar, trabalhar, ter fé, construir casas, realizar coisas, juntar e gastar dinheiro, fazer amigos, casar, separar, ter filhos e protegê-los. Ela nos convence de que cada uma dessas conquistas é a coisa mais importante do mundo e nos dá disposição para lutar por elas.

Mas tudo isso pode ser uma ilusão se pensarmos que a cada vitória surge uma nova necessidade. 




A felicidade como uma obrigação


Vivemos uma época em que ser feliz o tempo todo é uma obrigação – as pessoas tristes são indesejadas, fracassadas. O francês Pascal Bruckner, autor do livro A Euforia Perpétua, foi bem conclusivo ao afirmar que “a depressão é o mal de uma sociedade que decidiu ser feliz a todo preço”. Muitos de nós estão fazendo força demais para demonstrar felicidade, em casa, no trabalho, aos amigos – e sofrendo por dentro por causa disso. Felicidade está virando um peso: uma fonte terrível de ansiedade.






Prazer, engajamento & significado

“Buscar a felicidade” é uma meta meio vaga, fica difícil até de saber por onde começar, diz o psicólogo americano Martin Seligman, da Universidade da Pensilvânia. Ele afirma que para chegarmos à felicidade devemos buscar três coisas: prazer, engajamento e significado, e que um dos maiores erros das sociedades ocidentais contemporâneas é concentrar a busca da felicidade apenas na busca do prazer.

Encontramos prazer quando dançamos uma música boa, ouvimos uma piada engraçada, conversamos com um bom amigo, fazemos sexo ou comemos chocolate. Nossos olhos brilham, nosso sorriso se espalha... 

Já engajamento é a profundidade de envolvimento entre a pessoa e sua própria vida, ser ele mesmo e estar absorvido pelo que faz. Gostar de ser como é, ter relacionamentos mais profundos e verdadeiros.


Algumas pessoas são capazes de se engajar em tudo: entram de cabeça nos romances, doam-se ao trabalho, dão tudo de si a todo momento. Isso é raro e ninguém precisa ir tão longe, mas o esforço de estar atento ao mundo, participando da vida, vale a pena.

Mihaly Csiksz, pesquisador da Universidade de Chicago, afirma que devemos buscar o engajamento em atividades nas quais se possa usar todo o seu talento. Tem de ser um desafio não muito fácil a ponto de ser entediante, nem tão difícil que se torne frustrante. Procurar experiências desse tipo é recompensador e traz níveis bem altos de felicidade. Trabalhar no que você gosta ou ter um hobby - pode ser uma atividade manual, intelectual ou um esporte - pode ajudar na busca por engajamento.

E, finalmente, significado é a sensação de que nossa vida faz parte de algo maior, reconhecer, de alguma forma, a razão de viver. Há milênios, a humanidade encontra apoio na crença de que cada um de nós faz parte de uma ordem maior. Pesquisas mostram que as pessoas religiosas consideram-se, na média, mais felizes que as não-religiosas – elas também têm menos depressão, menos ansiedade e suicidam-se menos.




A crença de que Deus está nos observando, nas palavras do psicólogo e estudioso da religião Michael McCullough, da Universidade de Miami, é uma espécie de “equivalente em grande escala do pensamento ‘se eu não conseguir pagar o aluguel, meu pai vai ajudar’”. Ou seja, é um conforto, uma garantia de que, no final, as injustiças serão corrigidas e nossos esforços, reconhecidos.

Mas a religião não é a única forma de dar significado à vida. Fazer o bem para os outros diariamente, visitar um orfanato, ajudar uma criança a fazer a lição de casa, prestar trabalhos para a comunidade, ser capaz de se doar por uma causa, tudo isso pode dar significado à vida de uma pessoa. 





Ser infeliz é preciso


Felicidade, por definição, é um estado no qual não temos vontade de mudar nada. Mas é a busca da felicidade que nos empurra para a frente. Portanto, um pouco de ansiedade, de insatisfação, é saudável. Mora aí um dos grandes problemas atuais: acreditar que é possível viver uma existência só de altos, sem nenhum ponto baixo, sem tristeza, sem sofrimento.


O conselho do Dalai-Lama é que, quando as coisas estiverem mal, respire fundo e tente descobrir o porquê da situação. Segundo ele, grande parte da dor é criada por nós mesmos, pela nossa inabilidade de lidar com a tristeza e pela sensação de que somos obrigados a ser sempre felizes.

Felicidade não é um fim em si, e sim uma conseqüência do jeito que você leva a vida. As pessoas que procuram receitas e respostas complicadas para ela acabam perdendo de vista os pequenos prazeres e alegrias. É o dia-a-dia de uma pessoa e a maneira como ela reage às situações mais banais que definem seu nível de felicidade.




Fonte: Revistas Superinteressante, Época e Time, Livros A Euforia Perpétua (Pascal Bruckner), Arte da Felicidade (Dalai-Lama).

terça-feira, 10 de janeiro de 2012



“ Sonhe com aquilo que você quiser,
seja o que você quer ser
porque você possui apenas uma vida
 e nela só temos uma chance 
de fazer aquilo que queremos.
Tenha felicidade bastante
para fazê-la doce,
dificuldades para fazê-la forte,
tristeza para fazê-la humana
e esperança suficiente
para fazê-la feliz.”

Clarice Lispector

sábado, 10 de dezembro de 2011

Mensagem de Natal




Quiséramos,
Senhor, neste Natal,
armarmos uma árvore e nela
pendurarmos, em vez de bolas,
os nomes de todos os nossos amigos.
Os amigos de longe, de perto. Os antigos
e os mais recentes. Os que vemos a cada dia e os
que raramente encontramos. Os sempre lembrados
e os que as vezes ficam esquecidos. Os constantes e os
intermitentes. Os das horas difíceis e os das horas alegres.
Os que, sem querer, magoamos, ou que, sem querer, nos magoaram.
Aqueles a quem conhecemos profundamente e aqueles de quem conhecemos
apenas a aparência. Os que pouco nos devem e aqueles a quem muito devemos.
Nossos amigos humildes e nossos amigos importantes. Os nomes de todos os que
 passaram pela nossa vida. Uma árvore de raízes muito profundas, para que seus
nomes nunca sejam arrancados de nosso coração. De ramos muito extensos, para
que novos nomes, vindos de todas as partes, venham juntar-se aos existentes. 
Uma árvore de sombras muito agradáveis, para que nossa amizade seja um 
momento de repouso nas lutas da
vida. Que o Natal esteja vivo em
cada dia  do Ano que se inicia, 
para que possamos viver, juntos
e com fraternidade, as bênçãos
que virão! Um Feliz Natal e um
2012 repleto de alegrias!  Dra Luciana Belomo e família

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Decisão: dar ou não a chupeta?


Pacifier significa pacificador. É o termo usado para definir chupeta em inglês. A chupeta pode ser um ótimo recurso para acalmar tanto o bebê quanto a mãe. Pode evitar que situações de choro se prolongue.
Mas você se lembra de ter visto em algum lugar propaganda de chupeta? Não, né? E por uma razão simples: é proibido. Mesmo assim toda mãe sabe onde comprar e como usar a chupeta.

A razão desta proibição é que o uso do artifício pode atrapalhar a amamentação. O objetivo é tentar evitar o desmame precoce, já que o uso de chupetas muitas vezes faz com que a criança deixe de mamar no peito - ou não aprenda corretamente a mamar no peito no caso dos recém-nascidos. 

No início, a maioria das mães tem leite suficiente, mas com o tempo, o bebê o sugará menos (pois o ato de sugar é transferido para a chupeta), o que resultará em menor saída do leite e a mãe tenderá a produzir cada vez menos leite, uma vez que a quantidade de leite produzido pela mãe depende muito do estímulo do bebê.

Além disso, a posição da língua na amamentação é diferente da posição de quando se suga a chupeta. Como sugar a chupeta é mais fácil, na hora da amamentação o bebê colocará a língua na posição da sucção da chupeta e pode não conseguir retirar o leite, chorando de fome e rejeitando o peito.


Decisão: dar ou não a chupeta?

Alguns pais ficam em dúvida de oferecer ou não a chupeta ao bebê. Pais e avós incentivam, médicos, fonoaudiólogas e dentistas contra-indicam, e a jovem mãe se pergunta... e agora? Fique tranquila, você não é a única e não está sozinha, estamos aqui para orientá-la.

Como normalmente toda fonte de prazer gera estabilidade e relaxamento, a sucção não nutritiva (uso da chupeta) é utilizada na tentativa de deixar o bebê mais tranqüilos e quietos.
A função calmante da chupeta se dá porque a criança, quando nasce, apresenta o reflexo de sucção e sugar dá prazer à criança, por isso a criança se apega tanto à ela – e aí que está o perigo.  Mesmo sabendo que pode trazer problemas futuros para a criança, muitos pais incentivam seu uso, até mesmo em crianças que não querem.
Especialistas no assunto dizem que os reais benefícios do uso da chupeta são maiores para os pais do que para os próprios bebês. A chupeta é um recurso utilizado para facilitar o dia-a-dia de quem cuida do bebê, geralmente a mãe. Muitas se utilizam deste artifício, na tentativa de diminuir seu sofrimento e angústia, por não conseguir compreender o que está acontecendo com a criança. Entendo perfeitamente essa dificuldade das jovens mães, mas tenho que concordar com os especialistas.

Algumas mães, vendo que seus filhos têm grande necessidade de sugar acabam achando mais prático oferecer uma chupeta para os seus filhos ao invés de tentar entender o que ele está querendo expressar através do choro.
É importante lembrar que o choro da criança deve ser compreendido e interpretado principalmente nos primeiros meses de vida. Neste período esta é a única forma de comunicação utilizada pelo bebê para expressar suas diferentes emoções. 


Fique atenta, pois ao utilizar a chupeta para parar o choro de filho, muitas vezes, você poderá deixar de suprir alguma de suas necessidades. Preste atenção na forma de comunicação do seu pequeno.




Decidi dar a chupeta, quais as recomendações?

Muitos pais querem saber qual a melhor época para iniciar o uso da chupeta. Orientamos que os pais esperem um pouco para introduzí-la até que seu bebê esteja mamando bem e ganhando peso, em torno de 3 a 4 semanas de vida. Mas antes de criar esse hábito no seu bebê, é bom você conhecer um pouco mais sobre o assunto e estar ciente não só do seu efeito tranquilizador, mas também do lado B do uso da chupeta, dos efeitos colaterais e das dificuldades para retirar o hábito das crianças mais tarde.




Você também deve estar ciente que chupar chupeta em excesso pode fazer o bebezinho engolir mais ar, causando gases e cólicas. Infecções, devido a germes presentes na superfície da chupeta, também podem aparecer com maior frequência nessas crianças, principalmente nos bebês mais novos – neles o sistema imunológico ainda não está completamente formado. Mantenha-a sempre muito limpa.
Não vale a pena utilizar uma chupeta para suprir a necessidade de sucção do bebê. As chupetas, sendo ortodônticas ou não, acarretarão problemas de saúde para a criança, em maior ou menor grau. Ao sugar o bico artificial o bebê vai acabar adquirindo uma postura da língua e da boca diferente da que possuía quando sugava os seios da mãe. Deste modo, a criança pode perder reflexos e a facilidade para mamar no peito, que exige certo esforço.



O grande problema da chupeta está no uso constante e a longo prazo: pode levar a alterações sérias nos ossos maxilares e dentes. O mais comum são as crianças apresentarem a mordida aberta: sobra espaço entre os dentes de cima e de baixo, no local que a chupeta costuma encaixar, na frente ou na lateral. 


Mordida aberta aos 2 anos
Mordida aberta e cruzada aos 9 anos


     
Mordida aberta e cruzada aos 7 anos
Algumas crianças também podem ficar com a mordida cruzada, que é o estreitamento dos ossos da maxila, quando a arcada superior fica mais estreita que a inferior, por consequencia da posição errada que a lingua “aprende” a ficar com o uso da chupeta.

Os prejuízos que a chupeta pode causar podem ser amenizados se ela for oferecida ao bebê apenas poucas horas do dia e se o vício for retirado cedo. Além disso, na hora de escolher a chupeta há algumas caracteristicas que devem ser observadas...


Como escolher a chupeta

O material da chupeta pode ser látex ou silicone.
As chupetas com bico ortodôntico oferecem um ajuste anatômico melhor entre a língua e o céu da boca, são as mais indicadas. No entanto, essas adaptações não garantem um posicionamento adequado de lábios e língua, no repouso. A presença constante da chupeta dentro da boca inevitavelmente favorece a permanência dos lábios entreabertos e a língua mais rebaixada e anteriorizada. Quanto mais aberta a boca do bebê ficar enquanto está com a chupeta, mais prejudicial ela é. 
Bico ortodôntico - recém-nascidos
Bico ortodôntico


As chupetas que causam mais problemas para a criança são as que apresentam a ponta redonda. Estas são as mais utilizadas pois são aceitas com maior facilidade pelos bebês. O seu uso não é recomendado uma vez que acarreta uma alteração muito grande do palato e a boca do bebê fica muito "aberta" durante seu uso. Isso 'ensina' o bebê manter a boca mais aberta mesmo quando está sem a chupeta (favorece respiração bucal). 

As chupetas que causam mais problemas para a criança são as que apresentam a ponta redonda. Estas são as mais utilizadas pois são aceitas com maior facilidade pelos bebês. O seu uso não é recomendado uma vez que acarreta uma alteração muito grande do palato e a boca do bebê fica muito "aberta" durante seu uso. Isso 'ensina' o bebê manter a boca mais aberta mesmo quando está sem a chupeta (favorece respiração bucal).
Não prenda a chupeta com fralda ou correntes mais pesadas. Isso faz a ponta da chupeta ficar pesada, o que pode forçar a arcada dentária para frente, acentuando mais ainda os problemas dentários que as chupetas podem causar.
A higienização correta e constante da chupeta é fundamental.

Bico redondo
Bico redondo


Como limpar

A chupeta da embalagem deve ser esterilizada com água fervente, conforme orientação do fabricante. Quando o bebê é recém-nascido deve ser passada em água fervente várias vezes ao dia, pois o bebê tem seu sistema imunológico pouco desenvolvido e a chupeta pode colocá-lo em contato com vários germes causadores de infecções, febre, diarréia, etc. Quando a criança é maiorzinha, a água corrente é suficiente e, uma vez ao dia, deve ser passada em água fervente. Use apenas sabão neutro durante as lavagens – pode ser usado o sabonete glicerinado neutro, aquele mesmo indicado para o banho dos recém-nascidos. O ideal é ferver a água, desligar o fogo, deixar a chupeta submersa por, no máximo, 5 minutos.
A chupeta tem prazo de validade – esse tempo pode variar conforme o fabricante. Em geral, ela deve ser substituída todos os meses. Depois desse tempo, os materiais perdem as propriedades iniciais e podem trazer riscos à segurança do bebê.

Decidi não dar a chupeta, tem algum problema?

É cada vez maior o número de bebês que não usa chupeta no Brasil. É o que revela uma pesquisa recente do Ministério da Saúde. Em uma pesquisa que ouviu pais de 118 mil crianças com até um ano de idade em todo o país mostrou que o uso da chupeta caiu 26% nos últimos 9 anos em todo o Brasil.
Fonte: Ministério da Saúde
Para os especialistas, a redução representa menos problemas de saúde no futuro: “os bebês que não usam chupeta tem menor propensão a desenvolver problemas dentários e respiratórios”.
A odontopediatra da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Branca Heloísa, explica que a chupeta não é recomendada. Ela alerta que a única circunstância em que um odontopediatra sugeriria o uso de chupeta seria no caso de crianças que chupam o dedo. “Nesse caso, a chupeta seria introduzida para substituir o dedo porque, geralmente, é mais difícil remover o hábito de chupar dedo do que remover o hábito de chupar chupeta”, afirma.

Que outros recursos uma mãe pode utilizar para acalmar a criança que não a chupeta?



Sugar é prazeroso e calmante. Uma atividade tão natural que os bebês cultivam mesmo antes de nascer. A sucção já está presente entre a 17a e a 24a semanas de vida intrauterina. Esse reflexo é importante para o recém-nascido, principalmente, para que ele possa se alimentar logo após nascer. Por isso o bebê apresenta a necessidade de sugar instintivamente, e esta deve ser suprida pela amamentação e contato com a mãe, sem a necessidade da utilização de bicos artificiais.

Por meio da amamentação, o bebê é alimentado não somente com o leite materno, mas também com o conforto, carinho e amor da mãe, e nada consegue substituir esse contato materno. Tudo isso dá muito prazer ao bebê, não só o ato de sugar. A chupeta pode vir a ser uma forma de prolongar o prazer e o conforto da presença materna, mas não substitui a mãe. 
Mas se a mãe utilizar a chupeta para encurtar o tempo da mamada e evitar seu contato prolongado com o bebê, isso pode ser muito problemático. Se utilizá-la para manter a criança quieta a qualquer custo, calar sua fala, pode inclusive ter consequências psicológicas e patológicas bastante sérias.

O fim da paixão

No início, os pais podem se apaixonar pela chupeta tanto quanto seus filhos, mas a fase da lua de mel não dura para sempre.
Por volta do final do primeiro ano, o lado negativo das chupetas aparece. Aos 2 anos de idade, crianças falando frases completas com a chupeta na boca, começam de fato a preocupar os pais.
Algumas vezes os adultos culpam e brigam com as crianças, as castigam, as fazem chorar, causam um grande sofrimento nas crianças por causa de um hábito que eles mesmos ensinaram e insistiram. Muita conversa, muitas lágrimas, muitas tentativas, dúvidas, angústias... “E agora, o que fazer doutora? Meu filho não quer largar a chupeta por nada e seus dentinhos já estão ficando tortos! O que devo fazer? ” – nos perguntam frequentemente no consultório.

Quando tirar a chupeta

A maioria dos pediatras acredita que a idade correta para tirar a chupeta é com 2 anos, quando a chupeta passa a ser um obstáculo para o desenvolvimento da fala. Pela minha experiência como mãe e profissional da área, acredito que, quanto mais tempo passar, mais difícil será remover este ou qualquer outro hábito. O ideal seria entre 1 e 2 anos de idade, mas com muito cuidado para que a criança não a substitua pelo dedo, que seria muito mais prejudicial.
O maior problema da chupeta está no seu uso indiscriminado, principalmente após os 2 anos. A partir dessa idade alterações mais sérias na musculatura da boca, posição da lingua e dentes já podem ser observadas. Estas alteraçõem também favorecem a respiração bucal (o correto é a respirar pelo nariz).
O mais importante é os pais controlarem a ansiedade e oferecerem menos a chupeta. Devem reduzir o uso ou até limitar para a hora de dormir. Há casos em que os pais se acomodam com o ‘conforto’ que a chupeta dá e não percebem o crescimento dos filhos.

Como aposentar a chupeta?


Há várias estratégias para acabar com o 'vício'...  vai depender da idade da criança e seu grau de entendimento. 
Na hora dos passeios, explique à criança que a chupeta fica em casa.
Usar apenas na hora de dormir ou quando a criança estiver doente.
Deixe o pai tentar - Pode ser mais fácil para o pai ajudar a criança a parar de usar.
Avise a escola, a creche, os tios e avós para que todos possam colaborar nessa etapa e incentivá-la.
Não coloque substâncias amargas ou fortes (pimenta, mostarda) na chupeta para a criança largar o hábito. A chupeta dava prazer. Não deve virar punição.
Use a imaginação. Uma alternativa é levar a criança ao zoológico e dizer que o filhote de girafa nasceu e precisa da chupeta. Outra alternativa é chamar a “fada da chupeta” para que ela leve o objeto embora e deixe um presente como substituto.
É muito importante que a retirada da chupeta não coincida com outros momentos marcantes na vida do bebê, como a chegada de um irmão, mudança de cidade ou início da vida escolar.
É importante que ocorra numa fase em que a criança já esteja envolvida em outras atividades e interesses, pois assim o bico passa a ter um papel secundário. Muitas crianças aceitam trocar o objeto por um brinquedo, por exemplo. Alguns pedem para destrocar na hora de dormir, mas esta é a hora dos pais serem firmes.


Idade da criança
Independente da idade, nunca estimule o uso da chupeta durante todo o tempo, senão será mais difícil removê-la depois.
Antes dos 2 anos: Ir diminuindo seu uso aos poucos até chegar ao ponto de usar a chupeta só para dormir. Quando a criança adormecer, retirá-la da boca. Ir diminuindo seu uso gradualmente.
Após os 2 anos: Nessa idade a criança começa a entender. Converse com ela. Conte a estória da fada, que vem à noite para tomar as chupetas, deixando um grande presente. Existe também a possibilidade de levar a criança para uma loja de brinquedos para “negociar” seu vício por um brinquedo de criança grande. O mais recomendado é explicar que agora ela cresceu. Estimule a criança para que seja ela própria a doar ou jogar fora a chupeta
Após os 4 ou 5 anos: Nessa idade normalmente já há alterações na posição dos dentes. Faça uma avaliação com o dentista-ortodontista e veja se há necessidade de um tratamento ortodôntico preventivo, com aparelho móvel. Há alguns modelos específicos para esse tipo de problema e que podem ajudar seu filho a parar de chupar a chupeta (ou dedo). Mas atenção, crianças mais velhas que ainda usam chupeta podem necessitar de acompanhamento multidisciplinar, com o ortodontista e também com psicólogo. Na maioria das vezes o problema maior é com a mãe ou cuidador da criança – pode ser o indício de algum tipo de carência emocional ou outros problemas. É bom ficar atento.


O importante é ter paciência e aguentar o choro, o que é a parte mais difícil, sem dúvida. É o seu bebê pedido aconchego. Noites difíceis virão, mas seja firme. A vida sem chupeta é possível. Mas se você ainda não a ofereceu ao seu bebê, esteja ciente que não temos como prever o quanto seu bebê irá se apegar à chupeta. Se decidir dar a chupeta, use com moderação e por poucos meses. Qualquer dúvida estaremos aqui para ajudá-la.

Baseado na Revista Pais & Filhos, conhecimentos acadêmicos e na minha experiência pessoal como mãe.